sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blackberry Bold 9700

Há mais ou menos um mês atrás eu comprei um Blackberry Bold 9700 para conhecer essa plataforma, e gostaria de compartilhar aqui com vocês como tem sido essa experiência. Não vou fazer um review, nem detalhar alguma característica técnica, mas apenas relatar meu ponto de vista como usuária comum.

O Bold 9700 é bem diferente de todos os celulares que já usei, mas muito fácil de usar.
Tive algumas dificuldades iniciais para acentuar as letras (é só segurar a letra e deslizar o trackpad), para descobrir como bloqueiar o teclado (apertando na parte de cima do celular, no lado esquerdo), dentre outras poucas, que com algumas horas de uso foram resolvidas.

Eu não gosto muito de celulares com teclados, mas o Blackberry Bold 9700 me surpreendeu.  O teclado é bem pequeno e fácil de usar.  Parece que o dedo vai tocar a tecla do lado, mas ele foi elaborado de um jeito que facilita a digitação correta.  Estou gostando bastante de digitar mensagens nele.

Ele é pequeno, leve e completo para minhas atividades, com suporte 3G, Wi-Fi, GPS e câmera de 3,2 megapixel com flash, utiliza fone de ouvido de 3,5 mm (desses comuns) e slot microSD para expansão de memória.  A loja de aplicativos do Blackberry tem muitos aplicativos, o que é um ponto muito positivo para os usuários.

Interessante também é a personalização  de tema e dos aplicativos que vc quer que fiquem visíveis na tela principal.  Testei alguns temas (baixados da loja de aplicativos, gratuitos) e configurei a tela como desejei.  Alguns ícones de atalhos são bem úteis, como o de configuração de rede 3G, WiFi, bluetooth. Basta colocar o ícone de acesso na tela principal e ativar ou desativar o serviço em segundos.


A personalização da tela de aplicativos também é bem legal.  Podemos escolher quais aplicativos deixar visíveis ou ocultos, colocá-los ou não em pastas, e arranjá-los da forma que queremos na tela.

 

A navegação por trackpad (um botão no centro do aparelho que funciona como um mouse) para mim foi novidade.  Eu estava acostuma com os aparelhos touchscreen e quando comecei a usar o Bold 9700 achei meio estranho. Mas logo me acostumei e agora já tenho bastante facilidade em manuseá-lo.
A navegação na internet não foi a melhor das experiências.  A tela é pequena e precisamos usar o trackpad o tempo todo (e eu tentando tocar na tela dele...!!!). Aparece uma lupa na tela, mas na maioria das vezes, quando damos um zoom, a página não cabe mais totalmente na tela; daí temos que ficar rolando a tela de um lado para outro para tentar ler alguma coisa. Mas o acesso aos emails ocorreu tranquilo.  Consegui ler e enviar emails, sem problemas. 

O preço do Bold 9700 é um pouco salgado.  Encontrei na internet, nesses sites de buscas de preços, por R$ 1638,00, mas no Mercado Livre encontrei vários usados por menos da metade do preço.  O meu eu comprei usado, pelo Mercado Livre, em excelente estado  e funcionamento, desbloqueado (era AT&T) e paguei 1/3 do preço de um novo. E o vendedor é daqui da minha cidade e me entregou em mãos.
 
O Bold 9700 agora é meu celular de "ralo", aquele que está comigo em todo lugar que vou, para toda hora e todo tempo.  Meu iPhone (não me desfaço dele por nada!) agora é meu segundo celular.  Eu o uso para mais para acessar sites da internet, facebook, twitter e outros aplicativos que só ele tem, além de jogar Smurff´s Village. Apesar de eu ler facebook e twitter no Blackberry, ainda não encontrei experiência melhor que ler e editar comentários e tweets no iPhone.  Então, isso fica para ele.

O Blackberry não possui a usabilidade do iPhone, nem é um celular para diversão e laser (apesar de possuir muitos jogos para ele), mas como celular do dia a dia o Bold 9700 atende mais que perfeitamente, de forma rápida e fácil. É um celular bastante prático e ágil.  Conseguimos com poucos cliques chegar onde queremos.

Esse aparelho realmente gerou uma mudança nos meus conceitos com relação a smartphones. Algo totalmente diferente estava em minhas mãos. Está ainda e vai ficar por muito tempo.  Nada incrivelmente fabuloso, mas um celular pronto para o trabalho, e  que não te deixa na mão.

E se você possui um Blackberry ou conhece seus recursos com mais detalhes, deixe aqui seu comentário, compartilhando seu conhecimento com outros usuários.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O dilema dos Tablets


Continuando aqui o meu  dilema com os tablets, vocês poderiam ter perguntado por que eu não sou fã do Android, como eu disse no ultimo post.

Não acho que o Android seja um sistema ruim; muito pelo contrário !  É um sistema poderoso.  Mas tem alguns pontos que considero negativos nele. 

(Um parênteses: gosto de ressaltar sempre que essa não é a verdade universal (se é que existe isso!!!), mas mostro aqui apenas meu ponto de vista, com base nas minhas necessidades, expectativas e experiências com esses dispositivos).

Falando em Android 3.0, o que será usado nos novos tablets com Android que estão sendo lançados neste ano,   ainda não tive nenhum contato com ele, infelizmente. Então não posso falar bem ou mal.  Pelos reviews que tenho visto por aí, parece um sistema poderoso. Mas é um sistema novo, não há muitos aplicativos para ele ainda. Na minha opinião, ainda levará algum tempo para ele amadurecer e atender satisfatoriamente os usuários com um grande número de aplicativos (bons aplicativos !!!), a ponto de fazer os usuários de Iphone e Blackberry trocarem de plataforma.

Os Androids 2.1, 2.2 e 2.3  são utilizados em diversos smartphones encontrados no mercado (Samsung, LG, Motorola, HTC, etc) e também no Galaxy Tab (Tablet da Samsung).
Tenho escutado colegas desenvolvedores relatarem a dificuldade de desenvolver de forma padrão para Android, devido à diversidade de hardware que usa esse sistema.  Cada aparelho tem uma característica diferente de, por exemplo, câmera, foco, tamanho de tela, etc... Isso dificulta uma padronização.  Sem falar na customização que cada empresa faz no Android para "ganhar a sua cara".
A Google anunciou que vai começar a analisar as mudanças realizadas pelas empresas, a fim de aprová-las ou não. 
Mas o ideal seria as empresas usarem o código original da Google, sem máscaras. Isso traria grandes benefícios aos desenvolvedores.  Não seria a solução de todos os problemas da não padronização, pois os hardwares são diferentes, mas ajudaria muito também na hora de atualizarmos nosso smartphone para uma nova versão lançada pela Google, sem esperar o "aval" do fabricante.

 Isso também acontece com o iPhone (não dá para não comparar !!!), mas em grau bem menor, pois a Apple consegue manter o sistema compatível com as versões mais antigas de hardware, e não há uma diversidade de aparelhos.
É natural que aparelhos mais antigos (tipo o 2G e o 3G, por exemplo) já não suportem a versão 4.3 - de março 2011  -  do iOS. A tendência é os sistemas disponibilizarem mais recursos, e para isso exigem mais hardware... Mas com a Apple isso demora a acontecer.  Quem tem um iPhone 3G (lançado em 2008), por exemplo, teve seu aparelho atualizável até a versão 4.2.1 (novembro de 2010), e depois dessa já foram lançadas mais duas versões de aparelhos, o 3GS e o 4G.
E quando a Apple lança nova versão, todos os usuários conseguem atualizar tempestivamente seus aparelhos.

Quando a Google lança uma nova versão do Android, os usuários têm que esperar "a boa vontade" do fabricante do aparelho para customizar essa nova versão, o que pode ser feito para apenas alguns modelos, e outros podem ficar de fora, sem atualização.

A versão 2.2 do Android é utilizada no Galaxy Tab, da Samsung.  Esse equipamento é genial, poderoso e eficiente.  Pena que utilize o Android 2.2, e segundo a Samsung, ele não será atualizado para a versão 3.0 (específica para Tablet).  É inconformável ler esse tipo de coisa.  Todo usuário do Galaxy Tab sabe a poderosa máquina que ele é e gostaria de usar um poderoso sistema nele também.  Mas enfim... contentemo-nos com as versões para smartphone para ele também (se é que ele será atualizado par alguma versão superior ao 2.2...). Isso faz com ele pareça mais um telefonão do que um tablet.  Os aplicativos  são os mesmos usados nos smartphones, mas ficam "esticados" no Tablet.
Galaxy Tab.    
Samsung Galaxy Tab

 
     Eu espero brevemente poder experimentar o Galaxy Tab 2, com o sistema Honeycomb (Android 3.0), para então poder colocar aqui o que pude perceber dele, ainda mais agora que a Samsung reduziu sua espessura, para concorrer com o iPad2.  Espero que supere minhas expectativas.
Samsung Galaxy Tab 2, 10.1"


      Temos nas notícias da área que o Android é o sistema mais utilizado, que está ultrapassando o Blackberry e Symbiam.  Mas até quando ?  Será que se as empresas continuarem customizando o Android a seus gostos e cada vez mais aparecendo aparelhos diferentes que exijam manobras dos programadores para adaptar uma funcionalidade de suas aplicações a cada especificidade que aparece, o Android vai conseguir ficar na liderança por muito tempo ? Não tenho essa resposta, mas se o Android se tornasse um sistema puro, sem customizações dos fabricantes, que funcionasse em todos os aparelhos da mesma forma, preparado (e sempre atualizado) para os diversos hardwares que surgem, semelhante ao que acontece com o Nexus S, da Samsung, que vem com Android puro, daí sim acho que ele seria "O Sistema". Os fabricantes bem que poderiam pensar nisso...